segunda-feira, 12 de novembro de 2018

Documentários sobre Anarquismo - 1° Ano






História do Anarquismo: Sem deuses, sem mestres. Paixão pela destruição
https://www.youtube.com/watch?v=x_L99OFlOh8

História do Anarquismo: Sem deuses, sem mestres. Terra e liberdade
https://www.youtube.com/watch?v=cEMFuf3iWds

História do Anarquismo: Sem deuses, sem mestres. Em memória do derrotado
https://www.youtube.com/watch?v=JiZ1rhsbAYk

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Filmes e documentários sobre a Ditadura Militar no Brasil

Filmes e documentários sobre a Ditadura Militar no Brasil

Documentário: Memórias da Ditadura Militar no BRASIL.
https://www.youtube.com/watch?v=_CPYTAkrpMQ


Em Busca da Verdade - Documentário
https://www.youtube.com/watch?v=BUiFjNBP77Y&t=2087s


O Que é Isso Companheiro 1997
https://www.youtube.com/watch?v=21aAsdNizI4


Filme - Batismo de Sangue
https://www.youtube.com/watch?v=yRe1pFhABDU


O Ano em que meus Pais Saíram De Férias
https://www.youtube.com/watch?v=yplwrQIWgIw


Lamarca (1994)
https://www.youtube.com/watch?v=Wy1g8kRMD5Q&t=278s


Cabra Marcado Para Morrer (1984, Eduardo Coutinho)
https://www.youtube.com/watch?v=KUYlBosaXJ8

2°Ano - Artigo Djamila Ribeiro


Cansado de ouvir sobre machismo e racismo? Imagine quem vive isso
Djamila Ribeiro, 02/09/15 - lugardemulher.com.br

Quem é feminista ou milita na luta antirracista ou no movimento LGBT com certeza já ouviu de alguém a frase: “Ah, mas vocês só falam disso” ̵  seja para expressar cansaço ou destilar ódio.
Essas pessoas, obviamente, ignoram que machismo e racismo são elementos estruturantes dessa sociedade, logo, nenhum espaço estará isento dessas opressões. Basta vermos as desigualdades salariais entre homens e mulheres  ̵  se falarmos de mulheres negras, a distância é maior ainda  ̵  ou o número de jovens negros assassinados pelo Estado.
Para nós, falar desses temas é questão de sobrevivência, é denunciar a dura e desigual realidade. Pedir para pararmos de falar disso, seguindo a síndrome Morgan Freeman de ser, é querer manter as coisas como estão. Freeman, em uma entrevista, disse que o dia em que pararmos de falar de racismo, ele deixará de existir, como se racismo fosse uma entidade.
Fazendo uma analogia simplista, e um “argumento” simplista como esse requer uma analogia assim, se uma pessoa está com câncer e deixa de falar nisso e procurar tratamento, a doença simplesmente vai desaparecer? Não querer discutir temas tão importantes é sintomático de uma sociedade imatura para o debate sério. Há uma frase que circula nas redes sociais que explica bem: “Se você está cansado de ouvir falar sobre racismo, imagine quem vive isso todos os dias”.
Fora isso, há os intelectuais e especialistas que adoram dizer serem pessoas que falam de tudo, arvoram-se por falar de tudo. Esses também se referem a nós como pessoas que “só sabem falar disso”. Nesses casos, eu julgo ser pior, porque essas pessoas têm acesso a um debate mais crítico, mas preferem se esconder por trás de seus privilégios.
Criam categorias como literatura feminina, assuntos para mulheres. A literatura produzida por eles é tida como universal e a feita por mulheres, “literatura feminina”. Alguém já ouviu alguém falar em literatura masculina? Criam sub categorias para hierarquizar arte e conhecimento. Julgam que falam do universal enquanto nós só falamos do específico, do “nosso mundo”, quando é justamente o contrário.
Ao falarmos de nós, estamos denunciando o quanto essa categoria universal é falsa, pois tem como base o homem, o branco. Apontar isso, é justamente ampliar essa categoria de universalidade, fazê-la abranger um número maior de possibilidades de existência.
Se racismo e machismo são elementos fundantes dessa sociedade, as hierarquizações de humanidade serão reproduzidas em todos os espaços. Deste modo, a ciência já foi utilizada para legitimar racismo através dos estudos de evolução biológica do século 19 que introduziu o conceito de “racismo biológico”, assim como também para querer provar uma “inferioridade natural” da mulher.
Como disse Bourdieu: “A ciência neutra é uma ficção. Uma ficção interessada”. Há o interesse de quem possui os privilégios sociais de criar mecanismos de manutenção desses privilégios, seja pela ciência, pela arte ou pela educação. Lélia Gonzalez, intelectual e feminista negra aborda essa questão em suas obras.
Criticando a ciência moderna como padrão exclusivo para a produção do conhecimento, vê a hierarquização de saberes como produto da classificação racial da população, uma vez que o modelo valorizado e universal é branco.
Nada é isento de ideologia. Como acadêmica e militante, ouço por parte de alguns acadêmicos que sou ideológica por estudar feminismo, como se eles também não tivessem seguindo uma ideologia, inclusive a de decidir quais temas são legítimos ou não e a de nos manter fora desses espaços. Nosso “stand point”, ponto de partida, como define Patricia Hill Collins, ou o nosso “só falar disso” nos permite refutar esse modelo e pensar outros mais plurais e democráticos. Não é possível falar de política, sociedade, arte, sem falar de racismo e sexismo.
Falar de questões que foram historicamente tidas como inferiores, falar de mulher, população negra, LGBT é romper com a ilusão de universalidade que exclui. A concepção de universal de quem está no poder é um dado ilusório. Não nos enganemos quando eles dizem que falam de temas universais e nós não. Eles estão tão somente falando de si próprios.

Leis brasileiras

1837 - Primeira lei de educação: negros não podem ir à escola
1850 - Lei das terras: negros não podem ser proprietários
1871 - Lei do Ventre Livre - quem nascia livre?
1885 - Lei do Sexagenário - quem sobrevivia para ficar livre?
1888 - Abolição (atentem, foram 388 anos de escravidão)
1890 - Lei dos vadios e capoeiras - os que perambulavam pelas ruas, sem trabalho ou residência comprovada, iriam pra cadeia. Eram mesmo "livres"? Dá para imaginar qual era a cor da população carcerária daquela época? Vc sabe a cor predominante nos presídios hoje?
1968 - Lei do Boi: 1a lei de cotas! Não, não foi pra negros, foi para filhos de donos de terras, que conseguiram vaga nas escolas técnicas e nas universidades (volte e releia sobre a lei de 1850!!!)
1988 - Nasce nossa ATUAL CONSTITUIÇÃO. Foram necessários 488 anos para ter uma constituição que dissesse que racismo é crime! Na maioria das ocorrências se minimiza o racismo enquanto injúria racial e nada acontece.
2001 - Conferência de Durban, o Estado reconhece que terá que fazer políticas de reparação e ações afirmativas. Mas, não foi porque acordaram bonzinhos! Não foi sem luta. Foram décadas de lutas para que houvesse esse reconhecimento! E olha que até hoje tem gente que ignora, hein!
2003 - Lei 10639 - estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir no currículo oficial da Rede de Ensino a obrigatoriedade da temática "História e Cultura Afro-Brasileira". Que convenhamos não é cumprida, né?
2009 - 1a Política de Saúde da População Negra. Que prossegue sendo negligenciada e violentada (quem são as maiores vítimas da violência obstétrica?) no sistema de saúde.
2010 - Lei 12288 - Estatuto da Igualdade Racial. Em um país que se nega a reconhecer a existência do racismo.
2012 - Lei 12711 - Cotas nas universidades. A revolta da casa grande sob um falso pretexto meritocrata.
...

Memorial da Resistência - 1os. Anos


    Relatório de visita ao Memorial da Resistência
    
    1- Descreva suas impressões durante a visita. O que mais te chamou atenção?

    2-  Explique a relação entre Estado e ditadura militar. 
    
    3- Por que o DEOPS foi criado? Qual o objetivo dessa instituição?

   4- Como o DEOPS atuava? Quais eram suas principais práticas?

   5-  O DEOPS feria os Direitos Humanos? Por quê?

   6- Relacione liberdade e ditadura militar.